Até
quando pão e circo?
Vivemos em desgraça, a
saúde, a educação e a segurança pública, são aspectos ineficientes dentro de
nossa sociedade falida, e o pior é que não estamos nem um pouco preocupados com
o seu funcionamento efetivo, pois entramos em uma era de substituição do dever
público pela melhor eficiência do seguimento privado.
Planos de saúde, clínicas e
hospitais; creches, escolas e faculdades; seguranças, câmeras e condomínios,
todos particulares, substituem o Estado, porém apenas para aqueles que têm
condições.
No esporte nada mais
categórico do que prender a atenção dos sempre desatentos com o futebol. “Vamos
todos juntos pra frente Brasil, Brasil, salve a seleção”, estratégia que
perdura desde os anos 70. Na certeza que nosso país realmente necessita ser
salvo, acredito que a seleção de futebol seria a última de nossas necessidades.
Caímos um pouco no ranking da FIFA e o desespero é total, porém na educação não
conseguimos avançar um degrau e o que se tem feito por isso?
No mundo artístico, os últimos
guerreiros estão em extinção, à artilharia totalmente enfraquecida e o exercito
mais fraco, pois a cada dia que passa perdendo seus combatentes. Os
companheiros que cantavam a revolução, os que escreviam e poetizavam por uma
sociedade democrática e acreditavam que muitos outros seguiriam lutando pelo
futuro da nação, hoje não mais presentes devem estar tristes com tamanha
conformidade.
Nossos bravos talentosos
foram substituídos por uma geração de meteóricos que ganham a fama e dinheiro
mesmo que com tamanha futilidade. São responsáveis diretos por presentear seus
seguidores com composições extraordinárias, capazes de deixa-los mais doces
feito um caramelo, mais ricos e sexys com seus carrões e sempre dançando,
dançando...
Por Carlos Élber Ribeiro Machado
07/03/2013
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